Ciclo de palestras “A Unidade da Arte Contra a Copa do Mundo” – resumo das atividades.


Olá amigos,

Nesse último mês eu estive envolvido num projeto que se destinou a fazer um protesto contra a copa do mundo da fifa. Esse projeto intitulado “A Unidade da Arte Contra a Copa do Mundo” consistiu em um ciclo de 21 palestras divididas em 7 encontros que ocorreram nos dias e horários dos jogos da seleção brasileira na copa do mundo. Todos os encontros apresentaram 3 palestras de aproximadamente duas horas e meia de duração (começaram duas horas antes e terminavam três horas depois de cada jogo) e tiveram a entrada franca para o público, sendo que o único tipo de pagamento exigido foi de que os participantes não assistiriam aos jogos do Brasil. Assim, eu tive como um lema pessoal para esse ciclo a frase “vamos estudar no exato momento em que se esperasse nossa alienação”.

Além de mim, o grupo de palestrantes contou com o prof. Silvio Moreira, com a profa. Marília Bizelli e com a profa. Edilene Alves Bezerra a quem quero agradecer sinceramente por toparem fazer parte deste projeto. Também agradeço ao amigo Renato Gomes e todos amigos da RS3 por terem disponibilizado para o projeto a Sala de Cultura RS3, na Av. Paulista. Agradeço principalmente a todos que assistiram as palestras, tanto pessoalmente como pela internet.

O formato do ciclo contou com palestras de diversos assuntos divididas em cinco categorias:

1. A Unidade da Arte no Rock Inglês

1.1 Análise da canção “While My Guitar Gentle Weeps”, de George Harrison – Marília Bizelli, Silvio Moreira e Ciro Visconti

2. A Unidade da Arte na Filosofia Grega

2.1 A Contemplação da Harmonia das Esferas: uma análise do passo 34 no diálogo “Timeu” de Platão (curso dividido em sete palestras) – Silvio Moreira e Ciro Visconti

3. A Unidade da Arte no Cinema Inglês

3.1 Análise do Filme “Excalibur”, de John Boorman (curso dividido em sete palestras) – Silvio Moreira

4. A Unidade da Arte na Música Ocidental

4.1 Improvisação Tonal – Ciro Visconti

4.2 Improvisação Pós-tonal – Ciro Visconti

4.3 Música e Simetria – Ciro Visconti

5. A Unidade da Arte na Canção Brasileira

5.1 Análise da canção “Malandro”, de Chico Buarque – Edilene Alves Bezerra

5.2 Análise da canção “Choro Bandido”, de Chico Buarque – Silvio Moreira

Deixo disponibilizado a seguir os folders de cada uma das palestras:

harmonia das esferas

A Unidade da Arte na Filosofia Grega (curso dividido em 7 palestras): A Contemplação da Harmonia das Esferas: uma análise do passo 34 no diálogo ‘Timeu’ de Platão – Silvio Moreira e Ciro Visconti

Curso completo sobre o passo 34 do diálogo ‘Timeu’ de Platão, que apresentou um resumo de nossos últimos 15 anos de pesquisa em teoria da harmonia e artes liberais. O que trabalhamos deste diálogo de Platão não se reduziu à prática musical, menos ainda a uma teoria da afinação. Trabalhamos com a hipótese de que o conhecimento construído pelo programa da paidéia pressupõe que a magnitude de suas operações depende da devida articulação dos procedimentos fundamentais da compreensão, aqueles que se identificam por serem livres de qualquer finalidade. Estas artes, por não servirem a nenhum fim para além de seus respectivos exercícios, foram chamadas ‘liberais’, em oposição às servís, em que se configuram as técnicas aplicadas. As artes liberais permitiriam em sua devida articulação a operação articulada da própria totalidade a partir de seus fundamentos. Por essa razão também não consideramos que possam ser reduzidas a disciplinas apenas, menos ainda a disciplinas introdutórias para o ingresso nos patamares superiores da razão, como se compreendeu na Idade Média. Nosso objetivo é oferecer uma vivência sobre o texto de Platão em que cada uma das artes liberais é exercida, ao passo que se interpenetram e entrelaçam a unidade do real.

excalibur

A Unidade da Arte no Cinema Inglês (curso dividido em 7 palestras): Análise do Filme “Excalibur”, de John Boorman – Silvio Moreira

Curso completo com a análise do filme ‘Excalibur’, de John Boorman, centro conceitual da trilogia limitada por ‘Zardoz’ e ‘Floresta de Esmeralda’, realizado em 1981, com adaptação de Rospo Pallenberg para a obra do renascentista Thomas Malory (1414–1471) “Le Morte d’Arthur”, consultoria de Neil Jordan e música de Trevor Jones, com excertos de obras de Richard Wagner e Carl Orff, vencedor do prêmio de Melhor Contribuição Artística no Festival de Cannes. Assim como na música popular, o processo industrial da manufatura cinematográfica, seu apelo às e seu assédio pelas massas também serviu para atenuar a expectativa com o que nele pode se operar. O curso teve como um dos objetivos indicar o caminho que revela a amplitude de relações que se operam por esta obra, sem que nada representem ou designem, expressem ou comuniquem para além dela mesma, entrelaçando na unidade do mundo que abre trama e imagem, proporção e narrativa, harmonia e enredo, na unidade temática que somente uma obra de arte pode constituir.

gentleweeps

A Unidade da arte no Rock Inglês: Análise da canção “While My Guitar Gentle Weeps”, de George Harrison – Marília Bizelli, Silvio Moreira, Rodrigo Bravo e Ciro Visconti

Quando o jovem Franz Kappus no início do século passado perguntou ao grande poeta alemão Rainer Maria Rilke se era possível um artista produzir acidentalmente uma obra de arte, a resposta foi um surpreendente ‘sim’. Todavia, ela seria lamentável para o artista. Justamente ele por quem a obra veio a ser não é capaz de apreciá-la. Ele funciona como uma parte do processo que passa a obra de uma mão para outra, mas para ele permanece ela selada. Embora ela também aconteça por ele, ela não se opera nele, aguardando que terceiros revelem a obra que por ele se realizou. Este caso peculiar para o artista é bem mais frequente no fruidor. O fruidor, assim como o artista, deve ser co-compositor da obra. Ricardo Rizek nos dizia que o fruidor é o último artista, desde que o artista tenha conseguido ser perante a sua obra o primeiro fruidor; desde que o artista tenha permitido que a obra se erguesse como um outro dele mesmo, para que pudessem terminar sua composição juntos. Este processo sempre a quatro mãos entre o artista e a obra de arte na confecção desta se atualiza na relação entre a obra e o fruidor, tornado este no compositor final de seu processo. Ernst Cassirer procurou desmistificar esta relação mostrando como ela não exclui nem o estudo nem o aprofundamento nos recursos de uma determinada cultura. Ao contrário disto, esta relação exige todos estes elementos. Mesmo as obras consideradas mais singelas podem sediar uma amplitude de relações inesperada. Em nossos tempos, a criação do conceito ‘popular’ na música, assim como nas artes em geral, serviu para desprestigiar em muitos casos obras de uma amplitude considerável. Mas em que sentido devemos compreender esta amplitude? Como já indicado em nosso primeiro texto, esta amplitude não está a serviço de representar nem comunicar nada além da própria obra, operando o desdobramento de sua estrutura não um afastamento, mas um mergulho no que nela há de mais íntimo. É isto que experenciaremos na análise da canção “While My Guitar Gentle Weeps”, de George Harrison, em que os elementos assinalados se encaminharão passo a passo lá onde a obra é cada vez mais ela mesma.

improvisaçao tonal

Unidade da Arte na Música Ocidental: Improvisação Tonal – Ciro Visconti

“Tonalidade” é um termo cunhado em 1810 por Alexandre Choron para designar o sistema Maior/Menor usado no período da prática comum (Barroco, Classicismo e Romantismo). Portanto, a tonalidade se desenvolveu após o período modal e teve, como é demonstrado por Arnold Schoenberg em seu livro Harmonia (Ed. UNESP, 1999), os próprios modos eclesiáticos como base para esse desenvolvimento, seja na inclusão de suas notas naturais (Musica Recta), ou das suas notas alteradas (Musica Ficta). A música popular do século 20 e 21 apesar de despontar num período posterior ao da prática comum também utilizou esse sistema, embora não de forma exclusiva como nos séculos anteriores. Nesse gênero a improvisação passa a desempenhar um papel importante (especialmente na música instrumental) o que cria a necessidade dos músicos conhecerem, analisarem e calcularem os diversos tipos de relações que se apresentam na tonalidade de forma rápida e precisa. A palestra “Improvisação Tonal” mostra um método para desenvolver os improvisos em peças de caráter tonal a partir do estudo de um standart, All Of Me de Gerald Marks and Seymour Simons, que servirá como base para aplicação e análise de arpejos, escalas, funções harmônicas e outras características próprias do sistema Maior/Menor.

postonal

Unidade da Arte na Música Ocidental: Improvisação Pós-Tonal  – Ciro Visconti

Na segunda parte do século 19 alguns compositores começaram a se afastar do sistema Maior/Menor que foi amplamente utilizado no período da prática comum. Este movimento de afastamento do sistema tradicional não foi coordenado ou liderado por um grupo majoritário de compositores e nem convencionado em encontros ou reuniões de músicos que estivessem ansiando por mudanças, resultando assim numa ruptura abrupta de um sistema e sua consequente substituição por outro. Ao invés disso, ocorreu inicialmente de forma gradual em que grupos de músicos começaram a experimentar e se inspirar por sonoridades encontradas no folclore de diferentes regiões, ou por estruturas musicais simétricas, ou por serialização de sons, ou por tratamentos texturais, entre outras possibilidades que caraterizaram diferentes movimentos musicais como o modernismo, o impressionismo, o serialismo, o minimalismo, etc. Diversas teorias e técnicas de análise como a teoria dos conjuntos, a teoria neo riemanniana, entre outras foram criadas para entender e descrever melhor a música desses compositores. O termo “pós-tonal” é usado para definir  harmonia e as estruturas musicais utilizadas na música a partir desse período. Deve-se destacar que ele não é sinônimo de “atonal”, já que não tem necessariamente o compromisso de negar o sistema Maior/Menor, mas que também não excluí essa possibilidade e nem as técnicas atonais. A música popular que despontou no início do século 20 também utilizou esses novos conceitos e certamente os improvisadores, além dos compositores do gênero, puderam explorar essa rica linguagem musical. Na palestra Improvisação Pós-Tonal a aplicação de algumas dessas estruturas será demonstrada na prática da improvisação, descrevendo um método que não pretende negar, mas completar o método da improvisação tonal.

musica simetria

Unidade da Arte na Música Ocidental: Música e Simetria – Ciro Visconti

A simetria é extremamente presente nas estruturas musicais. Ela pauta a relação entre as três notas mais importantes de uma escala diatônica (Tônica, Dominante e Subdominante), a inversão dos dois acordes básicos da música ocidental (maior e o menor), o espelhamento dos modos eclesiásticos, a estrutura dos acordes aumentados e diminutos, a formação de modos de transposição limitada, entre outras estruturas. Ela também está presente em diversas camadas da composição musical em praticamente todos os períodos da história da música e pode ser verificada nos procedimentos contrapontísticos modais da Renascença ou tonais do estilo de Bach, nas relações entre as partes nas formas dos movimentos da Sonata Clássica, nas séries espelhadas dos compositores da segunda escola de Viena, na exploração da digitação instrumental feita por Villa-Lobos, etc. Ao observar essa variedade de procedimentos verifica-se que a  simetria é operada de diversas maneiras na composição musical. O matemático alemão Hermann Weyl em seu livro Symmetry (Princeton U. Press, 1952) faz uma profunda reflexão sobre o assunto com o objetivo de dar uma fundamentação matemática e filosófica à simetria. No decorrer dessa reflexão ele fala de diversos tipos como a simetria bilateral, a translacional, a rotacional e a cristalográfica. Outros autores depois de Weyl, como o brasileiro Geraldo Rohde em Simetria (Hemus, 1982) e Simetria: Rigor e imaginação (Edipucrs, 1997), investigaram o assunto e descreveram detalhadamente as diversas operações de simetria. Contudo, a maioria dos exemplos desses autores são no campo da geometria e mesmo que procurem demonstrar as operações de simetria na arte, se limitam a obras de pintura e escultura. Na palestra Música e Simetria serão demonstradas algumas das operações de simetria descritas por Weyl e Rohde e suas aplicações em exemplos musicais em obras de Bach, Villa-Lobos e Chico Buarque.

chorobandido

Unidade da Arte na Canção Brasileira: Um choro do bandido Chico Buarque – Silvio Moreira

Semelhante ao nosso último encontro, analisaremos agora a canção ‘Choro Bandido’, de Chico Buarque. Todavia, diferentemente da abordagem empregada sobre a música popular até então em nossas palestras, nos limitaremos ao desdobramento da letra e suas relações com a mitologia grega nela mencionada. Esta abordagem continua em conformidade com os parâmetros estabelecidos em nosso primeiro encontro para a fruição estética e sua crítica: o caráter não designativo da arte, sua hemenêutica centrípeta e a reversibilidade do tempo. Ao passo que a análise formal de ‘Corrente’ em nosso último encontro apresentou relações sintáticas com os demias cursos e palestras, agora serão mostradas algumas relações semânticas. Uma de nossas finalidades é destacar que os parâmetros estabelecidos para a fruição estética se mantém seja sintática seja semanticamente.

malandro folder

Unidade da Arte na Canção Brasileira: Uma ópera malandra de Chico Buarque – Edilene Alves Bezerra

Encerramos nossa série sobre Chico Buarque com a análise do samba ‘O Malandro’, abertura de seu musical ‘A Ópera do Malandro’ de 1978. Retomando a abordagem da primeira análise, a estrutura da canção será ilustrada audiovisualmente, dentro da perspectiva do quadrivium própria de nossas palestras, mas desta vez para um fim não estritamente estético: apresentar as precauções metodológicas de Michel Foucault sobre a analítica do poder. Se nossas teses procedem, poderemos verificar que o fim pretendido condiciona o ente que nele se opera, e o uso pedagógico da canção exclui necessariamente a manifestação da obra. Por outro lado, quando outra vez abrimos o mundo através da obra de arte, todos os elementos antes operados com outro fim são modulados segundo a tonalidade estética em razão de sua força centrípeta.

Palestrantes:

Silvio Moreira (facebook.com/silvio.moreira.96)

Graduado em Psicologia (1998), mestre e doutorando em Filosofia pela PUC-SP. Atualmente é presidente do Instituto Ousia, professor da Universidade São Judas Tadeu, Conselheiro Fiscal do Instituto Luiz Gama, líder do grupo de pesquisa ‘Analise e dialética, fenômeno e estrutura: a razão entre o moderno e a pós-modernidade’, pesquisador do grupo ‘Fenomenologia e Hermenêutica’, âmbos da USJT, e do grupo ‘Transcriações Musicais’, da UNICAMP, cadastrados no CNPq. Leciona estética no Conservatório Souza Lima, onde ministra o curso de Análise de Filmes. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Metodologia, Fenomenologia e Estética, e na área de Psicologia, com ênfase em Psicanálise. Colabora esporadicamente com a Zagaia em Revista, e em 2010 lançou seu primeiro livro, Manual de Metodologia do Direito, pela Editora Quartier Latin.

Ciro Visconti (facebook.com/cirovisconti)

É guitarrista e compositor nascido na cidade de São Paulo. É bacharel em instrumento, formado na Faculdade de Música Carlos Gomes, e atualmente conclui o mestrado na ECA/USP sob a orientação do Dr. Paulo de Tarso Salles, na área de processos de criação musical. É vice- presidente do Instituto Ousia, pesquisador dos grupos de pesquisa ‘Analise e dialética, fenômeno e estrutura: a razão entre o moderno e a pós-modernidade’ da USJT, e ‘Transcriações Musicais’, da UNICAMP, além de integrar o grupo ‘PAMVILLA – Perspectivas Analíticas para a Música de Villa-Lobos’, todos cadastrados no CNPq. Professor do Conservatório Souza Lima, leciona Guitarra, Harmonia, Contraponto, Teoria Musical e Prática de Bandas. No Conservatório formou e é regente da Orquestra de Guitarras Souza Lima, integrada por 12 de seus alunos de guitarra. É guitarrista da banda Diafanes, com a qual lançou três álbuns e participou de cinco turnês americanas. Colabora regularmente com a Revista Guitar Player Brasil, e em 2011 lançou seu primeiro livro, Guitar Player Brasil Série Estudo Vol. I, pela Editora Melody.

Marília Bizelli (facebook.com/marilia.bizelli.9)

Bacharel em Musica pela UNESP com habilitação em Flauta Transversal. Iniciou seus estudos musicais em 1991, e em Flauta Transversal em 1995. Estudou em diversos conservatórios, entre eles o Conservatório Dramático e Musical de Tatuí. Participou de festivais e integrou orquestras jovens da capital e do interior paulista. É pesquisadora do grupo de pesquisa ‘Analise e dialética, fenômeno e estrutura: a razão entre o moderno e a pós-modernidade’ da USJT, cadastrado no CNPq. Lecionou em várias escolas e conservatórios, atualmente ministrando flauta transversal, teoria musical, percepção e musicalização no Conservatório Mozart, Conservatório Musical Maraísa, Oficina de Artes e Ensino e Escola de Música Canta Brasil, além de ministrar cursos e palestras pelo Instituto Ousia e alunos particulares.

Edilene Alves Bezerra (facebook.com/edilene.alvesbezerra)

Graduanda em Filosofia pela Universidade São Judas Tadeu. Concluiu em 2012 o Regime de Iniciação Científica (RIC), financiada pela mesma instituição, na área de Filosofia Política sob orientação do professor Silvio Moreira. Integra o grupo de pesquisa ‘Analise e dialética, fenômeno e estrutura: a razão entre o moderno e a pós-modernidade’ da USJT, cadastrado no CNPq, coordena o grupo de estudos em Michel Foucault para alunos dos cursos de Filosofia e Direito da USJT, e ministra cursos e palestras pelo Instituto Ousia. Atualmente, participa do RIC desenvolvendo uma pesquisa que procura assinalar as relações presentes entre o pensamento de Ernst Cassirer e o movimento estruturalista francês.

About cirovisconti

Guitarrista do Diafanes, professor do Conservatório Souza lima e colaborador da Revista Guitar Player myspace.com/cirovisconti myspace.co
This entry was posted in Bate papo musical, Divulgação, Estética musical. Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s