Diário de gravação (parte 13)


03 de Março de 2012.

Depois de uma boa noite de sono, e de dar aulas o dia inteiro no Conservatório Souza Lima, cheguei no estúdio por volta das 18:00 para continuar as gravações. Comecei com “Padma”, plugando minha Seizi creme no Valve Drive, no DD2 e no JCM800. Essa música tem uma forte influência de música oriental, e eu queria poder entrar bem nesse clima para uma boa interpretação. Todas as frases são com palhetada híbrida, fazendo com que a nota Mi da primeira corda soe como pedal enquanto eu toco as demais notas na terceira corda. Gravei toda a linha e dobrei em seguida, o timbre da guitarra ficou grande com a captação da ambiência da sala com o Neumann.

Em seguida passei para o solo dessa mesma música. Eu realmente achei que teria muitos problemas para gravá-lo, pois tem algumas frases mais rápidas que misturam ligaduras com palhetada. Mas, para a minha surpresa, acabei gravando no primeiro take, o que me deixou bem feliz, já que tinha ficado meio chateado com a minha performance no dia anterior. Mais uma música estava gravada, falta pouco agora.

Como “Padma” foi gravada em menos tempo do que eu esperava, acabei gravando “Period” na mesma sessão. “Period” foi a última música e entrar no disco. Na verdade ela não entraria, mas trocamos uma outra música por ela na última hora. Contudo, ela é uma das músicas que está soando melhor, em minha opinião.

Usei mais uma vez a Seizi creme plugada no JCM800, mas dessa vez com o OD1 e o DD2. Comecei a gravar as bases de todas as estrofes e refrões, em que eu faço um tipo de rake com a palheta em um meio diminuto. Em seguida passei para o interlúdio instrumental, que era a parte mais difícil da música em que eu toco um ritmo de hemíola com palhetada híbrida. Precisei amarrar uma flanela no braço da guitarra (veja no vídeo abaixo) para que não soassem ruídos indesejáveis, por causa da mistura da palhetada híbrida com ligaduras utilizando as cordas soltas. Demorei um pouco para fazer um take preciso dessa parte, mas no fim eu gostei bastante do resultado.

Em seguida eu fui para o solo. Como essa música não seria incluída no álbum, eu ainda não havia me preocupado de compor um solo definitivo para ela. Por isso, quando fiz as guias eu acabei improvisando. Acontece que o improviso ficou bem legal, e eu pensei em realmente deixar o solo que havia feito na guia como definitivo. Infelizmente, eu não havia gravado aquele solo com microfones bons, e o take não pôde ser utilizado. Minha solução foi tirar o meu próprio improviso e regravar, dessa vez com os microfones do Nimbus. No fim, valeu muito a pena, porque o solo definitivo acabou preservando aquele frescor espontâneo do improviso. Por hoje foi isso, amanhã tenho mais uma sessão.

About cirovisconti

Guitarrista do Diafanes, professor do Conservatório Souza lima e colaborador da Revista Guitar Player myspace.com/cirovisconti myspace.co
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